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Política e Sociedade

Ditadura e democracia: legados da memória

Nº 87 | setembro 2018

Filipa Raimundo

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Sinopse

Passaram onze anos desde que Salazar foi eleito «o maior português de sempre» num concurso da estação pública de televisão. Este episódio, como outros semelhantes, têm provocado fracturas na memória colectiva de um país que vive em democracia há quatro décadas. A história do Estado Novo e os sucessivos recontos do autoritarismo e da repressão parecem flutuar ao sabor das polémicas e da espuma dos dias. Quando os extremismos ganham novamente terreno na Europa, as singularidades de 48 anos de Estado Novo, mas também da Revolução que o aniquilou, são postos em perspectiva num ensaio alicerçado numa extensa pesquisa, que não esquece os testemunhos de quem por lá passou.

Autoria

Coordenação e autoria

  • Filipa Raimundo
    Nasceu em Lisboa em 1982. É investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e professora auxiliar convidada no Departamento de Ciência Política do ISCTE-IUL. Licenciou-se em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa em 2004 e doutorou-se em Ciências Políticas e Sociais no Instituto Universitário Europeu de Florença em 2012. Os seus interesses de investigação são os legados do autoritarismo, democratizações e qualidade da democracia.

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