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Dos avisos britânicos aos erros de Portugal: de que fala o livro «O euro e o crescimento económico»

O autor do ensaio, Pedro Braz Teixeira, faz uma breve introdução aos temas do livro.

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Sabia que a Alemanha foi forçada a entrar no euro, para que ficasse com menos poder? Sabia que houve muitos avisos sobre os problemas que o euro ia ter pela forma como estava a ser desenhado? Sabia que Portugal podia ter crescido muito mais se tivesse evitado muitos erros?

Porquê O euro e o crescimento económico?

A entrada de Portugal no euro quase coincidiu com o início de um período de estagnação económica, que só tem paralelo no que se verificou quase 100 anos antes. Por isso, torna-se necessário perceber o que o euro explica e quais as outras razões para a nossa falta de crescimento económico.

De que trata o livro?

A primeira parte versa sobre o período anterior à entrada no euro. Passamos em revista as duas origens do euro (mais integração e contenção da Alemanha) e em que medida a moeda única é uma construção imperfeita, tendo muitas das críticas atempadas sido silenciadas. Também percorremos a forma altamente deficiente como Portugal se preparou para entrar no euro e como isso constituiu o pecado original da nossa estagnação.

Na segunda parte vemos o que se tem passado deste a criação do euro, começando pela euforia inicial. Em seguida, aborda-se o grave problema nacional de estagnação económica. Percorremos o debate sobre este assunto, com as suas polémicas, e é apresentada uma síntese conclusiva. Segue-se a crise do euro, com destaque para o resgate a Portugal e à nossa banca. Abordam-se as sucessivas respostas comunitárias à crise do euro e passa-se em revista algumas propostas de solução para o problema português de crescimento. No último capítulo são apresentadas as conclusões.

Hoje em dia isto parece absurdo, porque o resultado foi exactamente o oposto, mas a Alemanha foi obrigada a abdicar do marco alemão para deixar de ter tanta importância sobre os assuntos monetários.

Pedro Braz Teixeira

Sabia que a Alemanha foi forçada a entrar no euro, para que ficasse com menos poder?

Hoje em dia isto parece absurdo, porque o resultado foi exactamente o oposto, mas a Alemanha foi obrigada a abdicar do marco alemão para deixar de ter tanta importância sobre os assuntos monetários.

Sabia que houve muitos avisos sobre os problemas que o euro ia ter pela forma como estava a ser desenhado?

Os líderes europeus silenciaram muitas críticas, nomeadamente do Reino Unido, que se revelaram muito certeiras e que poderiam ter evitado muitos dos actuais problemas.

Sabia que Portugal podia ter crescido muito mais se tivesse evitado muitos erros?

Os erros de política económica, em particular de política orçamental, cometidos na segunda metade dos anos 90, criaram um grave problema de competitividade, precisamente quando deixámos de poder usar o instrumento da desvalorização para o corrigir, o que redireccionou a economia para sectores menos produtivos, trazendo consigo a estagnação económica.

Pedro Braz Teixeira é o autor do ensaio «O euro e o crescimento económico», que está disponível na loja online da Fundação com 10% de desconto e portes de envio gratuitos.

Veja também a infografia que a Fundação elaborou relacionada com os conteúdos do livro de Pedro Braz Teixeira.

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