Feira do Livro de Lisboa – 2021

Neste artigo de opinião, António Araújo, dá-lhe as boas vindas à Praça da Fundação e explica como os livros são instrumentos imprescindíveis daquilo a que chamamos «civilização».

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Num tempo dominado pelas redes sociais e pelas «fake news», a Fundação Francisco Manuel dos Santos acredita que os livros são veículos privilegiados de transmissão do conhecimento e da informação.

É possível mentir através de um livro – e a História está cheia de tristes exemplos de livros mentirosos… – mas, em regra, o que se diz em papel impresso está mais sujeito a critérios de verificação da verdade do que aquilo que a todo o instante se lança no mundo etéreo e efémero do «digital».

Já os Romanos diziam verba volant, scripta manent – «as palavras voam, os escritos permanecem» – e, sem querer de modo algum sustentar a primazia dos livros sobre quaisquer outras formas de divulgação do saber, sempre haveremos de reconhecer que eles têm uma perenidade e uma fiabilidade superiores àquilo em que vamos tropeçando por essa Internet fora.

A História está cheia de tristes exemplos de livros mentirosos mas, em regra, o que se diz em papel impresso está mais sujeito a critérios de verificação da verdade do que aquilo que a todo o instante se lança no mundo etéreo e efémero do «digital»

António Araújo

Uma obra recente de Irene Vallejo, O Infinito num Junco, faz uma extraordinária apologia dos livros, novos e antigos, sendo fundamental continuar a promover, sobretudo entre os jovens, hábitos de leitura e de contacto com o conhecimento vertido em papel.

A Fundação não desistirá desse combate, um combate que está no cerne da sua missão: transmitir o conhecimento sobre a realidade nacional para promover uma cidadania mais livre, porque mais informada.  

          Assim, preparámos para esta edição da Feira do Livro de Lisboa um amplo e diversificado programa de debates em torno de livros, para os quais convidamos os Portugueses, na esperança de que todos eles, como nós, continuem a defender os livros como instrumentos imprescindíveis daquilo a que chamamos «civilização».

 

Programa da Praça da Fundação

 

  • 28 de Agosto, Sábado, 18h-18h40

Terão as Ilhas da Ria de Aveiro futuro?

Debate sobre o Retrato Ilhas da Ria de Aveiro

Local: Auditório Sul

Situadas na parte central da laguna, as ilhas da ria de Aveiro já foram terra que deu de tudo: milho, feijão, batata, melancia, vinho e até sal. Algumas das ilhas até chegaram a ser habitadas.

Com existência registada desde 1407, as ilhas aveirenses são pequenos pedaços de terra hoje votados ao abandono. Restam as memórias daqueles que protagonizaram ou testemunharam esses tempos idos, em que foram pequenas estâncias de veraneio para uns e campos de trabalho árduo para outros.

A autora Maria José Santana conversa com Paulo Ramalheira, presidente do Movimento dos Amigos da Ria de Aveiro, moderados pela jornalista Ana Carrilho.

 

  • 28 de Agosto, Sábado, 19h-19h40

Poder Local ou Democracia Local?

Debate sobre o Ensaio Democracia Local em Portugal,

Local: Auditório Sul

A democracia local é muito mais do que a eleição periódica de câmaras municipais, juntas de freguesia e respectivos presidentes. É também muito mais do que a expressão da vontade das maiorias. Só conhecendo a sua estrutura e o lugar que nela ocupam os cidadãos é possível perceber porque é que o poder autárquico constitui o espelho da democracia a nível nacional.

O autor António Cândido de Oliveira conversa com o politólogo Carlos Jalali, moderados pelo jornalista Luís Rosa.

 

  • 4 de Setembro, Sábado, 19h-19h40

Em Que Posso Ser Útil?

Debate sobre o Retrato Em Que Posso Ser Útil?

Local: Auditório Sul

Em 2018, quase metade da população empregada tinha apenas o ensino básico completo. Esta é uma das causas da expansão acelerada do sector terciário em Portugal, que responde também ao aumento das necessidades de consumo. Um sector com alta rotação e baixas qualificações, em ambientes despersonalizados e virados para a facturação intensiva. Trabalhadores essenciais, na maior parte dos casos mal pagos, estão na linha da frente do atendimento ao público, sujeitos aos humores de quem estão a servir.

O autor Pedro Vieira conversa com o investigador de ciência política, André Barata, moderados pelo jornalista Luís Ricardo Duarte, analisando o dia-a-dia deste sector.

 

  • 11 de Setembro, Sábado, 17h-17h40

Lisboa: o que é, como evoluiu, como poderá ser?

Debate sobre o Ensaio Lisboa em Metamorfose

Local: Auditório Sul

Lisboa é uma cidade com um vasto lastro histórico, hoje grande região urbana, plena de quotidianos e de interdependências às mais diversas escalas. Com um posicionamento sempre oscilante, em múltiplos tabuleiros, entre centro e periferia, cosmopolitismo e localismo, desenvolvimento e crise. Após cinco décadas de explosão metropolitana, Lisboa completa agora uma década de transição. Para tempos novos e ainda incertos.

O autor João Seixas conversa com o geógrafo João Ferrão, moderados pela jornalista Catarina Carvalho, numa reflexão analítica e interpretativa da evolução contemporânea de Lisboa

 

  • 12 de Setembro, Domingo, 19h-19h40

Salvar a biodiversidade: ainda vamos a tempo?

Debate sobre o Ensaio Riscos Globais e Biodiversidade

Local: Auditório Sul

Vários trabalhos científicos e relatórios internacionais denunciam que se assiste hoje a uma extinção em massa inédita no planeta. E que grande parte dos riscos globais se deve à sobre-exploração dos recursos naturais provocada pelo aumento da população mundial.

A autora Maria Amélia Martins-Loução conversa com a geógrafa Maria José Roxo sobre a perda de biodiversidade e a sua ligação às alterações climáticas, moderadas pelo jornalista José Vítor Malheiros.  

 

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