Só a Cultura e a Ciência poderão evitar a inércia e a indiferença

Opinião de Guilherme d'Oliveira Martins, autor do livro «Património Cultural: Realidade Viva».

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O ano de 2020, com a bizarra pandemia, a ensinou-nos que a Cultura é muito mais importante do que muitos pensam. Importa pôr a dignidade humana em primeiro lugar. O tema da precariedade no emprego tornou-se mais urgente, do mesmo modo que a sustentabilidade ecológica, social, económica. Ambos obrigam a compreender que a prevenção relativamente a novos riscos na saúde pública se relaciona com as ameaças ambientais e ecológicas que põem em causa o desenvolvimento humano, por isso importa planear, prever e prevenir.

Que perspetivas para 2021? Nesta transição, impõe-se um cuidado redobrado relativamente ao conceito aberto de património cultural, como realidade viva, capaz de abranger: o património material e imaterial, monumentos, documentos e tradições; as paisagens e a natureza, o mundo digital e a criação artística contemporânea. Em lugar da lógica consumista e do curto prazo, importa favorecer a criatividade e a capacidade inovadora. A dimensão cultural e artística ensina-nos que devemos recusar mais do mesmo e que o desenvolvimento humano obriga-nos à audácia de encontrar caminhos novos, no Estado e na sociedade civil, que favoreçam a justiça distributiva, a equidade intergeracional, a qualidade do serviço público, a inclusão e a redução das desigualdades – em suma o bem comum. Só a Cultura e a Ciência poderão evitar a persistência da inércia e da indiferença!

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