A normalidade pós-covid vai obrigar à participação de todos

Opinião de Francisco George, especialista de saúde pública, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e ex-Director Geral de Saúde.

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O Novo Ano tem de ser marcado pelo fim da tempestade. Tem de ser. E assim será. Para tal há que fazer convergir, de forma harmoniosa, múltiplas medidas nesse sentido. Muitas dependem de cada um e de todos nós. Quer no plano individual quer, ainda, nas dimensões familiar e comunitária. Os contributos do Estado, por si só, não conseguirão resolver o problema da actividade viral. Claro que compete ao Governo garantir o abastecimento do país em novas vacinas, o seu armazenamento e regular a sua distribuição e administração com recurso à mobilização de todos. Todos, incluindo reservistas. E claro que compete ao Governo criar condições de desenvolvimento de medidas de prevenção e controlo da Pandemia concertadas pelos vários sectores e departamentos do Estado, nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde, Forças Armadas, e sectores Social e Privado.

Mais do que nunca é o binómio cidadão/Estado que conduzirá o país à normalidade pré-covid19. Só que esta normalidade, em 2021, em tempo pós-covid19, será mais exigente. Irá impor a participação de toda a população. Tal acontecerá se as medidas de recuperação forem socialmente compreendidas e aceites.

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