São Paulo, a cidade impossível

Metrópoles

Em São Paulo não se pode esconder nada, na sucessão caleidoscópica de fragmentos, com os seus desajustes e fracturas. É uma cidade que cria dependência, com a sua energia desregulada. Voltei a São Paulo muitas vezes. A primeira vez que vi esta cidade foi no Inverno e fiquei apenas uns dias. No caminho entre o aeroporto e Higienópolis, a sucessão de edifícios com pequenas janelas, que rivalizavam com viadutos, parecia não resistir à cor de chumbo do céu e ao cheiro a álcool. É difícil para um arquitecto não gostar de uma cidade, pensava. Repetia. Esta não poderia ser a primeira. O primeiro impacto não foi de sedução. Mas o encontro para conhecer um arquitecto brasileiro que admiro superou a primeira impressão. São Paulo, a cidade suprema e impossível, estará sempre ligada a este primeiro encontro.
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