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A fundação mantém elevados padrões de independência dos meios doutrinários, políticos, partidários, económicos, religiosos, profissionais e associativos, o que se traduz não só na constituição dos seus órgãos sociais e nas actividades a que se dedica, como também na escolha dos projectos e dos factos a estudar, ou ainda na selecção de responsáveis dos projectos.
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Os responsáveis e autores dos projectos deverão assegurar o rigor académico e científico na análise dos factos e das situações que constituem o objecto dos seus estudos. A fundação tem a obrigação de zelar pelo grau elevado de fundamentação e isenção.
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Responsáveis e autores dos projectos poderão tanto ser portugueses como estrangeiros.
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O sentido crítico na análise dos factos e nas conclusões não invalida a isenção e o rigor dos trabalhos.
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Os projectos devem ter a preocupação de formular recomendações. Os autores dos projectos serão responsáveis pela interpretação dos factos e deverão emitir a sua opinião e os seus juízos de valor na elaboração de sugestões.
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Na medida do possível, os autores devem utilizar métodos comparativos que permitam colocar os objectos de estudo (instituições, localidades, regiões, país, etc.) em contexto mais vasto e em contraste com outras situações e experiências.
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O estudo da realidade portuguesa inclui as suas dimensões internacionais, com relevo para a União Europeia e os países de língua portuguesa.
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Os projectos patrocinados pela fundação terão em consideração, sempre que possível e adequado, a necessidade de compreender as realidades nacionais em comparação com as de outros países.
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Sempre que possível e adequado, os responsáveis por projectos poderão recorrer a consultores nacionais ou estrangeiros, especialistas reputados, que contribuam com experiências e conhecimentos e que alarguem os horizontes dos estudos.
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Os públicos a que se dirigem os projectos e suas conclusões são os constituídos por pessoas informadas dos mais variados meios sociais e das mais diversas profissões. Será evitada uma orientação elitista ou académica, tanto quanto uma inspiração popular ou de massas.
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Os documentos e as conclusões dos projectos levados a cabo deverão utilizar uma linguagem clara, compreensível, acessível a toda a gente informada, não necessariamente especializada. É possível que alguns trabalhos exijam uma expressão mais técnica, académica, especializada e razoavelmente hermética. Nesses casos, os seus autores terão também a responsabilidade de se exprimir (por via de textos, publicações, CD ou DVD) em linguagem acessível a todos os públicos informados. Os contratos de realização de projectos, de redacção e de edição de livros ou de qualquer outro texto incluirão sempre uma cláusula que permitirá à fundação rever os textos e sugerir alterações e melhoramento da redacção.
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A qualquer projecto será inerente uma preocupação permanente pela difusão dos resultados e das interpretações. Os autores e responsáveis pelos projectos deverão participar nas actividades de difusão que a fundação organizará.
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Uma intenção principal da fundação, ao promover a realização de estudos e projectos, é a de estimular o debate público. A fundação pretende influenciar e contribuir para a melhoria das instituições públicas, mas pretende fazê-lo às claras, diante da população empenhada e com a participação dos interessados.
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A fundação, como tal, não partilha as opiniões expressas e as sugestões feitas pelos autores e responsáveis dos projectos. Patrocina os estudos e suas conclusões, sem a assunção das posições tomadas.
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A fundação procurará o equilíbrio nos objectos do seu interesse e estará atenta a todos os factos, não apenas aos “consagrados” e “estabelecidos”. Também não prestará excessiva atenção a factos sem relevo na vida da colectividade.
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A fundação deverá procurar, para exercer as funções de responsáveis e autores de projectos, as mais diversas personalidades, escolhidas pelo seu mérito e pela sua competência.
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Ao tornar públicos os seus estudos e respectivos resultados, a fundação tomará as precauções necessárias a que o material de investigação, os métodos de estudo, as fontes e os elementos empíricos sejam acessíveis e estejam disponíveis aos interessados.
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Em regra, a fundação usa o português como língua de comunicação e informação nas suas publicações e na página da Internet, assim como o inglês, como língua de divulgação internacional. A página da Net terá as versões nas duas línguas. As publicações em português incluirão sempre resumos ou versões condensadas em inglês.