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LIVRO DE ESTILO
  1. A fundação mantém elevados padrões de independência dos meios doutrinários, políticos, partidários, económicos, religiosos, profissionais e associativos, o que se traduz não só na constituição dos seus órgãos sociais e nas actividades a que se dedica, como também na escolha dos projectos e dos factos a estudar, ou ainda na selecção de responsáveis dos projectos.

  2. Os responsáveis e autores dos projectos deverão assegurar o rigor académico e científico na análise dos factos e das situações que constituem o objecto dos seus estudos. A fundação tem a obrigação de zelar pelo grau elevado de fundamentação e isenção.

  3. Responsáveis e autores dos projectos poderão tanto ser portugueses como estrangeiros.

  4. O sentido crítico na análise dos factos e nas conclusões não invalida a isenção e o rigor dos trabalhos.

  5. Os projectos devem ter a preocupação de formular recomendações. Os autores dos projectos serão responsáveis pela interpretação dos factos e deverão emitir a sua opinião e os seus juízos de valor na elaboração de sugestões.

  6. Na medida do possível, os autores devem utilizar métodos comparativos que permitam colocar os objectos de estudo (instituições, localidades, regiões, país, etc.) em contexto mais vasto e em contraste com outras situações e experiências.

  7. O estudo da realidade portuguesa inclui as suas dimensões internacionais, com relevo para a União Europeia e os países de língua portuguesa.

  8. Os projectos patrocinados pela fundação terão em consideração, sempre que possível e adequado, a necessidade de compreender as realidades nacionais em comparação com as de outros países.

  9. Sempre que possível e adequado, os responsáveis por projectos poderão recorrer a consultores nacionais ou estrangeiros, especialistas reputados, que contribuam com experiências e conhecimentos e que alarguem os horizontes dos estudos.

  10. Os públicos a que se dirigem os projectos e suas conclusões são os constituídos por pessoas informadas dos mais variados meios sociais e das mais diversas profissões. Será evitada uma orientação elitista ou académica, tanto quanto uma inspiração popular ou de massas.

  11. Os documentos e as conclusões dos projectos levados a cabo deverão utilizar uma linguagem clara, compreensível, acessível a toda a gente informada, não necessariamente especializada. É possível que alguns trabalhos exijam uma expressão mais técnica, académica, especializada e razoavelmente hermética. Nesses casos, os seus autores terão também a responsabilidade de se exprimir (por via de textos, publicações, CD ou DVD) em linguagem acessível a todos os públicos informados. Os contratos de realização de projectos, de redacção e de edição de livros ou de qualquer outro texto incluirão sempre uma cláusula que permitirá à fundação rever os textos e sugerir alterações e melhoramento da redacção.

  12. A qualquer projecto será inerente uma preocupação permanente pela difusão dos resultados e das interpretações. Os autores e responsáveis pelos projectos deverão participar nas actividades de difusão que a fundação organizará.

  13. Uma intenção principal da fundação, ao promover a realização de estudos e projectos, é a de estimular o debate público. A fundação pretende influenciar e contribuir para a melhoria das instituições públicas, mas pretende fazê-lo às claras, diante da população empenhada e com a participação dos interessados.

  14. A fundação, como tal, não partilha as opiniões expressas e as sugestões feitas pelos autores e responsáveis dos projectos. Patrocina os estudos e suas conclusões, sem a assunção das posições tomadas.

  15. A fundação procurará o equilíbrio nos objectos do seu interesse e estará atenta a todos os factos, não apenas aos “consagrados” e “estabelecidos”. Também não prestará excessiva atenção a factos sem relevo na vida da colectividade.

  16. A fundação deverá procurar, para exercer as funções de responsáveis e autores de projectos, as mais diversas personalidades, escolhidas pelo seu mérito e pela sua competência.

  17. Ao tornar públicos os seus estudos e respectivos resultados, a fundação tomará as precauções necessárias a que o material de investigação, os métodos de estudo, as fontes e os elementos empíricos sejam acessíveis e estejam disponíveis aos interessados.

  18. Em regra, a fundação usa o português como língua de comunicação e informação nas suas publicações e na página da Internet, assim como o inglês, como língua de divulgação internacional. A página da Net terá as versões nas duas línguas. As publicações em português incluirão sempre resumos ou versões condensadas em inglês.


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