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ÁREAS PRIORITÁRIAS

A FFMS tomará a iniciativa e patrocinará projectos de várias naturezas. Por exemplo, projectos permanentes (como a PORDATA, Base de Dados Portugal Contemporâneo ou a colecção de “Ensaios da Fundação”) e projectos com duração determinada. Estes últimos poderão ser isolados, sobre um tópico específico; ou fazer parte de programas de conjunto, com estratégia e sequência.

Os projectos permanentes têm uma característica essencial: pôr à disposição dos cidadãos a mais vasta informação existente sobre a sociedade portuguesa. Informação quantitativa, no caso da PORDATA; ideias e elementos de reflexão, no caso dos “Ensaios da Fundação”.

A prioridade da FFMS, durante os primeiros anos, é a de fornecer aos interessados (isto é, o público informado: estudantes, professores, empresários, quadros de empresa, profissões liberais, instituições públicas, associações, sociedades científicas, sindicatos, jornalistas, intelectuais, empresas de comunicação, etc.) dados factuais, meios de informação, elementos de estudo da sociedade e instrumentos fidedignos de conhecimento da realidade.

Entre outros projectos permanentes em vias de preparação, contam-se:

  1. As conferências FFMS.COM

  2. Os barómetros da opinião pública.

Os projectos com duração determinada podem agrupar-se em duas categorias. Em primeiro lugar, aqueles que estão integrados em programas coerentes e de conjunto. Segundo, os projectos isolados com objectivos específicos.

Os projectos integrados em programas serão considerados os mais importantes e aqueles que merecem mais atenção nos primeiros anos de actividade. O primeiro programa é designado por “Condições de desenvolvimento da sociedade portuguesa”. A atenção predominante do programa estará virada para as condições humanas, sociais, políticas, institucionais e culturais do desenvolvimento.

O contributo da fundação deve ser simultaneamente realista e ousado, mas também com a necessária humildade de um verdadeiro serviço público. À fundação não compete substituir-se ao Estado, aos partidos políticos, às universidades, aos grupos empresariais ou às sociedades científicas e profissionais. Acontece que, nas sociedades contemporâneas, o Estado e os partidos produzem cada vez menos pensamento: a gestão do imediato, as agendas eleitorais e as necessidades de propaganda dominam a actividade destas instituições. As universidades, em grande parte condicionadas pelas carreiras académicas e pela falta de financiamento, vivem por vezes afastadas dos problemas da sociedade. Nestas circunstâncias e de acordo com a vontade dos fundadores, a esta fundação compete-lhe “produzir pensamento” independente e rigoroso.


O programa

Condições de desenvolvimento da sociedade portuguesa”

São conhecidas as dificuldades do desenvolvimento em Portugal. Os projectos concebidos ao abrigo deste programa destinam-se a procurar respostas à pergunta “Porque não nos desenvolvemos?”. Por outras palavras: conhecer melhor as dificuldades e os obstáculos ao desenvolvimento e a estudar problemas e experiências contemporâneas que permitam remover obstáculos ou conhecer melhor os êxitos conseguidos. O objectivo da fundação não é o de apresentar soluções miraculosas ou receitas infalíveis, mas sim o de proporcionar o conhecimento e o debate público.

Os projectos desenvolver-se-ão em vários capítulos:

  1. Atitudes e comportamento perante o desenvolvimento;

  2. As pessoas e a saúde;/p>

  3. As capacidades humanas. Formação e cultura;

  4. O território. Ordenamento. As cidades;

  5. As instituições. O espaço público, o Estado e a Justiça;

  6. A questão social. Distribuição. Desigualdades;

De imediato e no curto prazo, a fundação prepara vários projectos:

  1. Os custos e os preços da Saúde;

  2. A mortalidade infantil em Portugal: evolução e factores sociais, políticos e institucionais que conduziram ao seu decréscimo;

  3. O envelhecimento da população portuguesa: evolução e diagnóstico demográfico;

  4. O envelhecimento: implicações sociais;

  5. Desigualdades sociais: panorama actual;

  6. Desigualdades sociais: instrumentos de medida;

  7. Atitudes e valores culturais perante o desenvolvimento económico e a qualidade da democracia;

  8. Participação política e cívica nas decisões europeias;

  9. Avaliações legislativas.

Ainda em preparação, encontram-se três programas de estudo previstos para vários anos de projectos sequenciais:

  1. Questões-chave da Educação;

  2. A União Europeia, o Estado, a sociedade e os cidadãos;

  3. Justiça e Direito.


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