20 Abr 2011
Há 10 anos, a Justiça era mais rápida
A Educação e a Justiça são apontadas como as áreas que mais bloqueiam o país, in TVI24
A Educação e a Justiça são apontadas como as áreas que mais bloqueiam o país. A falta de oportunidades para os jovens - que saem das universidades - e os atrasos na resolução e congestionamento dos tribunais são as principais dores de cabeça.
Em 2009, por cada 100 processos finalizados, 184 ficaram pendentes. Já há 10 anos, a situação era diferente: havia mais processos findos do que pendentes [taxa de 80%], o que mostra que os tribunais portugueses estão cada vez mais lentos, revela o primeiro livro digital de indicadores estatísticos, lançado esta quarta-feira, que traça o «Retrato de Portugal»e que tem por base os dados da Pordata.
Segundo a directora da Pordata, Maria João Valente Rosa, a morosidade na área da Justiça também pode «desmotivar quem queira vir trabalhar» para o nosso país.
«As sociedades vão competindo pelo conhecimento e isso faz toda a diferença. Temos um atraso, logo temos de avançar, porque esta situação é grave. Portugal tem de conseguir responder. Para tal é necessário atrair os nossos jovens que estão fora e tentar adquirir mais conhecimento».
Numa altura em que a despesa do Estado com Educação é de 5,1% [em percentagem do PIB], 11,2% da população residente com 15 e mais anos conta com um diploma de curso superior. Já 7,2% são diplomados no ensino superior [por mil habitantes], sendo que os doutoramentos por cada 100 mil habitantes chegam aos 14,8%.
Mesmo assim, Maria João Valente Rosa mostrou-se preocupada com os dados que indicam que 63% dos empregados por conta de outrem não têm mais do que o 9º ano de escolaridade, numa altura em que a taxa de abandono escolar precoce é de 31,2%.
TVI24, 20 Abril 2011

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