11 Mai 2011

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Pordata inspira alunos a pesquisarem dados sobre o País

Projecto 'online' de base de dados está a chegar a cada vez mais estudantes, in Diário de Notícias.

Concurso

Projecto 'online' de base de dados está a chegar a cada vez mais estudantes. Os melhores trabalhos foram apresentados Mais de 2000 alunos e professores bibliotecários em 106 escolas tiveram formação sobre a Pordata, a base de dados online de Portugal contemporâneo. O resultado do sucesso do sistema foi testado num concurso que premiou os três melhores trabalhos que se basearam na informação disponível neste site da Fundação Francisco Manuel dos Santos.  
 
Os estudantes revelaram grande interesse por sectores importantes - economia, pobreza e história contemporânea - mostrando igualmente preocupação com o futuro e ideias do que é preciso fazer para melhorar Portugal. Entre a história e a economia, os vencedores (65 trabalhos de escolas diferentes estiveram a concurso) destacaram-se pela forma como abordaram os temas, indo além dos números que a Pordata fornece. E como prémio tiveram direito a uma colecção de ensaios da fundação... e um Ipad, numa cerimónia que decorreu na Secundária D. Pedro V, em Lisboa.  
 
Pedro Fernandes, aluno do 11.° da Secundária Augusto Cabrita, no Barreiro, destacou-se pela sua eloquência. Não se inibiu ao ser entrevistado por António Barreto, sociólogo e presidente da fundação, e não hesita em dizer que o País vai chegar ao um ponto de ruptura no pagamento de pensões. "Portugal, o Produto Interno Bruto, a população activa e os pensionistas", foi o tema do trabalho que elaborou com Carla Augusto.  
 
Mas afinal como se pode evitar essa ruptura? "Aumentar a idade da reforma e criar um sistema de pagamentos de fundo de pensões que não sobrecarregue tanto as pessoas", responde.  
 
Mas Ricardo Costa, 18 anos, não ficou atrás na confiança com que apresentou o trabalho, que realizou com duas colegas. O aluno do 12.° da Secundária de Amares (Braga) considera queo25 de Abril Foi o ponto de viragem no País, no estudo "Portugal, meio século de mudança - 1960-2010". Porém, destaca: "A melhoria nas condições de vida foi um paradoxo, pois trouxe dificuldades à vida dos portugueses." Ricardo refere-se ao facto de se viver acima das possibilidades e a única solução que vê está longe de uma nova revolução: 'Se só se tem 100, então só se gasta isso e não 103."  
 
Bruno Simões, David Figueira e Fábio Vilela (12.° da Secundária de Caneças) não esconderam alguma timidez ou, simplesmente, estavam pouco à vontade com a atenção que estavam a receber. Ainda assim, defenderam bem a sua pesquisa sobre "Segurança Social, a despesa da pobreza".  
 
Destacam o facto de Portugal ter uma taxa de risco de pobreza das mais altas na Europa e salientam, com grande convicção, a necessidade do Estado investir mais nos apoios a quem mais precisa e de fiscalizar quem recebe subsídios, para evitar fraudes.  

Diário de Notícias, 11 de Maio de 2011