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in Público
19.05.2011
Pedro Magalhães recomenda leitura crítica das sondagens
Os portugueses devem ter uma atitude mais crítica e activa em relação às sondagens e abandonar a ideia de que estes estudos transmitem "verdades absolutas e definitivas" ou que não passam de uma "fraude", defende o investigador Pedro Magalhães.
Ao longo do ensaio "Sondagens, eleições e opinião pública", da Fundação Francisco Manuel dos Santos, apresentado ontem à tarde em Lisboa, Pedro Magalhães procura tornar os consumidores "mais críticos e activos" em relação à informação que uma sondagem fornece.
"Há uma fé excessiva e cega na ideia de que as sondagens dão uma verdade absoluta e definitiva e uma convicção de que as sondagens não passam de uma fraude e de uma manipulação. [...] Ambas as reacções são deslocadas e um consumidor informado pode ter uma visão mais crítica", afirmou o autor à Lusa. Para o especialista, estas duas "facetas" de reacção às sondagens mostram que "o discurso prevalecente em Portugal é o discurso demasiado político sobre o resultado" das sondagens. "Há muito mais que se pode aprender, dizer e debater sobre as sondagens do que esse registo tão limitativo."
Num livro que descreve como um "guia de viagem pelo mundo das sondagens" e também um "manual de autodefesa", o investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa lança um conjunto de perguntas para alertar o consumidor para variáveis como a dimensão da amostra, como se escolhem as pessoas, a taxa de resposta, o resultado bruto ou se o inquérito foi realizado por telefone ou presencialmente.
"Diferentes empresas tomam diferentes opções e tudo isso tem consequências. Se as pessoas estiverem um pouco cientes desses detalhes e das opções tomadas podem olhar para os resultados e encará-los de uma forma mais céptica", acrescentou. -
in Diário de Notícias
17.05.2011
As sondagens descodificadas
Em plena pré-campanha eleitoral e em cima de um turbilhão de sondagens sobre os resultados das legislativas, o politólogo Pedro Magalhães, investigador no ICS e ex-responsável pelo centro de estudos e sondagens da Universidade Católica, lança amanhã em Lisboa um verdadeiro manual de consulta sobre estes instrumentos de análise sociológica.
Num livro curto, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, Pedro Magalhães explica numa linguagem acessível a todos os problemas científicos e práticos com que se defrontam as várias empresas do sector, para que melhor se entendam como são feitas e qual o respectivo grau de rigor.
Pegando em casos factuais - embora sem dizer que a empresa corresponde cada análise que ali faz -, o especialista desconstrói pelo caminho as muitas acusações de que são alvo as sondagens por cá realizadas, defendendo-as como úteis para que todos (políticos incluídos) tenham uma percepção de como os portugueses analisam a actualidade e o país. Um instrumento "democrático".

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